A Vida como Ela éUm bom sujeito precisa fingir que vive bem;
na tumba, isso vai ter muito mais destaque:
bem-humorado, jamais esconde o sotaque,
ah, Nelson! Você sabe fingir como ninguém.
“Minha morte é uma graça,” feliz ele dizia.
É assim a vida, nem que a gente não queira:
a mulher bonita também chora a vida inteira,
mas existe aquele bom momento de alegria.
Cretino para a maioria e gênio para alguns,
e o cara vai mostrando “A Vida como Ela é”,
sem rodeios, um idiota em um pequeno café:
uma besta qualquer que vive entre os comuns.
Um paspalhão que zomba da própria sorte,
que ri da desgraça que a vida pode oferecer;
e vem o cronista outra vez, sorrindo a dizer:
“A Vida como Ela é”. E depois vem a morte.
“ A idade é a mais tola das virtudes” É a vida!
E todo tipo de bondade chega um dia ao fim...
a delicadeza se desgasta, ficando tudo ruim.
E justifica: “A Vida como Ela é” sem saída!
06.04.2009 – Jairo de Lima Alves
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