domingo, 6 de abril de 2008

Versos ao Primogênito - P/149

Versos ao Primogênito

Era noite, já bem tarde...
Estremecias no ventre, querias ver a luz!
Tal qual no ventre santo, o menino Jesus
Ao pleno gozo de sua mãe bendita...
Também tu, filho dileto
Fazendo meu sonho se tornar concreto,
Contemplando tua face bonita.

Era quase meia-noite, oito de maio
Naquele hospital reinava alegria
O meu primogênito nascia
Em festa o nosso ser, o nosso lar.
Em meio a tanta agonia e trabalho
A vida ali ficava bem mais feliz
Era a nossa vontade, e Deus assim quis
Um menino robusto, sua beleza sem par.

Ao vir ao mundo o pequeno anjo
Foi oferecido às mãos de Deus
Para guia-lo nos passos seus,
Conduzindo-o nos caminhos sagrados.
Até parece ter ouvido a voz do arcanjo
Profetizando a sua vida na Terra
Que entre lutas, em triunfo encerra
Os dons celestes lhe serão confiados.

Seu nome é bondade e ternura...
O rosto resplandece como a Luz...
Para iluminar os tristes e calados
É um santo que na Terra nasceu.
Jairo, nome paterno, com amor;
De Castro, linhagem poética da Bahia
Alves, é de Portugal, da Monarquia
Nome honrado do filho meu.

Jairo de Lima Alves

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